Friday, October 27, 2006

Style Icons - JFK


Porque hoje me sinto particularmente - e inexplicavelmente - "democrata", penso ser o momento ideal para prestar mais um tributo. Este será o primeiro de muitos, sob o título de "Style Icons".
Não tanto pelas suas qualidades humanas e políticas, mas acima de tudo pelo facto de ser um "fashion icon", uma espécie de yuppie ideal, impõe-se uma referência neste blog a JFK.

As suas ligações à Máfia durante a campanha presidencial, as indefinições quanto ao "problema soviético" e o facto de ser um afamado mulherengo não são aqui consideradas. Se querem discutir política vão ao blog do Pacheco Pereira. O que mais me cativa nesta personagem, (para além do facto de ter dito em Berlim que era um "donut" - se quiserem uma explicação terão que a solicitar), é o seu "casual chic". Com conhecidos problemas nas costas, a postura de JFK parece sempre descontraída e confiante. Assumindo o estilo como uma componente essencial da sua vida, deixou-nos um excelente exemplo que é cíclicamente repescado pelas revistas de moda.

Para quem se interessa pela figura, mais do que pelos ideais e percurso político, do mais famoso do clã Kennedy, aqui ficam algumas fotos demonstrativas do que pretendo transmitir, aconselhando vivamente a leitura da sua fotobiografia, editada pela Phaidon. Um "must"!



My Vanquish


Uma vez que estou plenamente convencido do triunfo no Euromilhões de hoje, comecei já a pensar na minha primeira aquisição, algo que há muito venho apreciando e namorando, na expectativa de estarem reunidas as condições para, de impulso, sair do stand com um Aston Martin Vanquish.

Não será o melhor carro do mundo mas é o que me enche as medidas. E depois haverá sempre a oportunidade de se lhe seguirem outros, para colmatar as lacunas (que são tão poucas) apresentadas por este Vanquish. Já sei que os críticos dos carros ingleses vão dizer que devia ir para um alemão ou para um italiano. Calma, a seu tempo. Agora, fico-me - caso o Euromilhões o permita - por este fabuloso V8. Depois discutimos os investimentos subsequentes.



Wednesday, October 25, 2006

Eternity


Uma vez que estamos em maré publicitária, impõe-se uma referência a outra daquelas campanhas publicitárias que nos deixam a querer consumir e consumir ainda mais os produtos que publicitam.
Neste caso é a campanha lançada pela Calvin Klein quando do lançamento do seu perfume Eternity, sucessivamente reciclada mas sem nunca atingir o ponto de excelência que terá que reconhecer-se à campanha de abertura. A fragância em si (pelo menos a de homem) não é extraordinária mas a publicidade é imbatível. Quem não se sentiria identificado com as cenas a dois ou em família passadas nos Hamptons em plena Primavera. Excelentes fotografias, modelos exemplarmente escolhidos (tanto eles como ela, a Christy Turlington - que merecerá no futuro um post em exclusivo, ainda que sob os veementes protestos da "Christy" lá de casa) e um cenário idílico de férias ou fins-de-semana repletos de luz e felicidade. Poderá não parecer muito yuppie, mas se pensarem bem o que poderá ser mais yuppie que um fim-de-semana nos Hamptons, junto ao mar, com a respectiva mulher e as crianças. Pena é que muito raramente se veja publicidade desta craveira. Seríamos, certamente, todos muito mais felizes.


Monday, October 23, 2006

Patek Philippe


Yuppie que se preze adora relógios. Sendo um dos mais - justamente - valorizados acessórios, masculinos e femininos, podem ser decisivos na impressão deixada perante outrém. Quem tem bom gosto no campo dos relógios, terá, certamente, bom gosto em tudo o resto.
Os Patek Philippe são uma escolha quase óbvia, eu sei, mas este post tem mais a ver com a sua campanha publicitária do que com as virtudes dos relógios em si. Como consumidor/consumista nato sou, naturalmente, permeável a uma boa campanha publicitária e esta é, sem dúvida, uma das melhores dos últimos anos. Assim, quem não se deixará seduzir por um Patek Philippe?



Monday, October 16, 2006

Squash



Haverá desporto mais yuppie do que o squash? Creio que não. Duas pessoas dentro de um cubo (na verdade é mais um paralelepípedo) a bater bolas à parede na tentativa de tramar, encurralar, derrubar e, em última instância, humilhar o adversário, vestidos a rigor com as melhores raquetes, ténis e demais acessórios (tudo das melhores marcas, claro), parece-me quase uma síntese laboratorial da essência de ser yuppie.



É um desporto simplesmente brilhante, pode ser jogado todo o ano e põe-nos realmente em forma, física e mentalmente. Não é, ao contrário do que se pensa, um desporto muito violento (excepto se, por exemplo, se apanhar com uma bola no olho, à queima roupa, a cerca de 80 km/h) nem que exija grande força. Exige, isso sim, bastante inteligência e estratégia. Foi a conclusão a que chegámos, eu e o meu habitual parceiro, que, de momento, se encontra em estágio no estrangeiro, o que não tem permitido a continuação dos nossos regulares treinos. Para constatarem o nosso domínio publicarei em breve alguns fotos dos nossos jogos.

Se alguém estiver interessado em experimentar e não se importar de ser vergonhosamente derrotado, aqui estarei, para vos mostrar o que um verdadeiro yuppie é capaz de fazer.

Kitlers



Ao percorrer as páginas da DETAILS, entre fatos Armani e camisolas Marc Jacobs, descobri uma página de bizarrias nas quais se encontrava uma menção a um site alemão - mais do que bizarro - devotado a uma temática específica "cats that look like Hitler", os denominados "Kitlers". Não sou um grande apreciador de felinos, mas com este mote tinha que ver para crer, e acabei incrédulo. Quem é que se lembraria de criar um site com imagens de gatos que se parecem com o Hitler? Corri a partilhar a minha descoberta e os consultados deram o seu veredicto, foi escolhido o gato que mais se parece com o Hitler. Provavelmente fotografado enquanto pensava numa qualquer gata que se parece com a Eva Braun. Freakish mas inegavelmente divertido.

Friday, October 13, 2006

We are ... The Pipettes

Porque nem só de música alternativa ou erudita vive um yuppie...

Porque gostar de pop nunca envergonhou ninguém...

Porque ouvi-las é recordar as girls bands ao saudoso estilo Motown...

Deixo-vos uma nova descoberta, por cá ainda muito pouco conhecida... The Pipettes!!!




Podem dançar à vontade, é mesmo isso que é suposto fazer-se ao som das Pipettes. Logo que descubra como posso inserir uma banda sonora neste blog poderão julgar se estou a exagerar quando afirmo que já há muito não me divertia tanto a ouvir uma banda de meninas. Provavelmente desde as Supremes. E até têm um video realizado pelo Russ Meyer. O próximo single, "Judy", é uma das minhas preferidas. Se encontrarem, aconselho. Já sei que vou ser gozado mas não me importo mesmo nada. Dance on ...!!!!

Monday, October 09, 2006

Banksy


Muito se fala de Banksy mas ainda tanto fica por dizer. Não me parece que actualmente se faça "pop art" melhor que esta. Pena é que o seu trabalho em "canvas" esteja a ser açambarcado por estrelas de Hollywood que nada mais vêem que o hype, o que torna o acesso aos originais absolutamente proibitivo.
De todo o modo, é bom constatar que ainda há artistas irreverentes. Mas verdadeiramente irreverentes. Não daqueles que viram uma cadeira ao contrário, atam-na ao tecto, põem chill out a tocar e chamam àquilo uma "instalação".
Considero-me um erudito, mas não será o erudito dos nossos tempos aquele que sabe reconhecer a valia da arte pela arte, seja ela pop, barroca, impressionista ou surrealista? Não falo de "gostos", naturalmente. Esses cada um tem os seus. Mas eu consigo ver onde está a arte de Lygeti ou Kandinsky. Não gosto especialmente, mas reconheço o valor de cada um deles. Então porque não reconhecer o valor das pinturas de Banksy?
Eu, que sou um acérrimo crítico do graffiti, sou obrigado a vergar-me perante a imaginação e arte deste londrino que ninguém sabe quem é, além de que "gostava" mesmo de poder ter um na minha sala.
Na verdade, sabemos tudo o que há a saber. Assina Banksy e é genial. Esperemos que continue a decorar as paredes de cidades de todo o mundo. Que tal convidá-lo para passar uns tempos em Lisboa?






Friday, October 06, 2006

Jazz for the Blues


Porque não há melhor música que o "jazz" quando se está com os "blues".
Chet, como tu me compreendes...