Wednesday, October 25, 2006

Eternity


Uma vez que estamos em maré publicitária, impõe-se uma referência a outra daquelas campanhas publicitárias que nos deixam a querer consumir e consumir ainda mais os produtos que publicitam.
Neste caso é a campanha lançada pela Calvin Klein quando do lançamento do seu perfume Eternity, sucessivamente reciclada mas sem nunca atingir o ponto de excelência que terá que reconhecer-se à campanha de abertura. A fragância em si (pelo menos a de homem) não é extraordinária mas a publicidade é imbatível. Quem não se sentiria identificado com as cenas a dois ou em família passadas nos Hamptons em plena Primavera. Excelentes fotografias, modelos exemplarmente escolhidos (tanto eles como ela, a Christy Turlington - que merecerá no futuro um post em exclusivo, ainda que sob os veementes protestos da "Christy" lá de casa) e um cenário idílico de férias ou fins-de-semana repletos de luz e felicidade. Poderá não parecer muito yuppie, mas se pensarem bem o que poderá ser mais yuppie que um fim-de-semana nos Hamptons, junto ao mar, com a respectiva mulher e as crianças. Pena é que muito raramente se veja publicidade desta craveira. Seríamos, certamente, todos muito mais felizes.


3 comments:

Me Magdalena said...

Caríssimo,
Apoio a tua Christy nos protestos, muito embora a compreenda, porque a conheço e vejo-a isenta de inseguranças racionais mas cheia daquela paixão insegura que o tempo não apaga. Dá-lhe alguma razão, a Chirsty é difícil de superar, e ela sabe disso. mas também sabe que não é disso que se trata.

soffs said...

lembro-me muito bem de parar tudo o que estava a fazer quando passava o anúncio televisivo com o "What the World Needs Now is Love" como música de fundo ...

transmitia uma certa tranquilidade nostálgica e até puxava uma lágrimazinha de tanta sentimento difundido de uma forma tão simples e compactada ...

Trendy Jorge said...

Nem mais, soffs.
Lembro-me perfeitamente do anúncio na televisão. Já não me recordava de qual era a música, mas agora veio-me tudo à memória. Era mesmo como descreves, arrepiava! Aquelas imagens com aquela música faziam-nos parar obrigatoriamente o que estivéssemos a fazer só para absorvermos aquela tranquilidade. Eram apenas uns segundos, mas bastavam para nos fazer sentir melhor. Com essa lagrimita de que falas. Qualquer dia temos que ir aos Hamptons, para ver se conseguimos captar isso mesmo, mas ao vivo. Era o anúncio perfeito. Obrigado por me teres trazido mais uma excelente recordação. E por me inspirares um mais que necessário post sobre o Burt Bacharach.