Wednesday, August 13, 2008

Sandwich, Sushi or Sunshine?


Porque no post anterior falámos de bilionários e porquanto, desde há algum tempo, a vida campestre me tem vindo a tentar e fascinar, não posso deixar de partilhar convosco uma frase do nosso já conhecido Alex James, inserida numa das suas mais recentes crónicas para o The Independent.

Apenas para vos situar, o Autor relatava a visita de uma turma do secundário (escola cosmopolita) à sua quinta, onde, como fui revelando, o autor se dedicou à produção de queijo, bem como à agro-pecuária, arrumando o seu baixo e dizendo adeus aos colegas dos Blur.

É, pois, nesse contexto que o mesmo se sai com esta pérola. Não é que esteja particularmente bem escrito, nem que as ideias que contém sejam revolucionárias. Apenas assentam na perfeição no que tem sido o meu estado de espírito e sobre o que tenho reflectido nos últimos tempos.


“Suddenly it was high summer, one of those bright days that makes you remember why billionaires have always lived on farms, why pop stars buy them to live happily ever after, why it might be better mucking about making bonfires and gazing like Fred does than staring at a computer screen and wondering whether to have a sandwich or sushi. It's a hard sell at the moment, agriculture, but the butterflies and dragonflies were skipping on the hedgerows. It was busy. It was beautiful, wherever you were coming from.”


Palavras sábias, sem dúvida, para quem nas mesmas se quiser rever. Alguém diria que o rapaz era o baixista dos Blur?


Tuesday, August 12, 2008

Welcome to the Billionaire Boys Club

Para os mais incautos, esclareço já que o título deste post nada tem a ver com a famosa marca de menswear criada por Pharrel Williams, dos N*E*R*D*/Neptunes (de quem já aqui falei), a “BBC”, a.k.a., “Billionaire Boys Club”.


Na verdade, este post é mesmo sobre os próprios “billionaire boys”, sendo a sua junção num “club” já da minha autoria.

É que o Verão, porque associado ao lazer, à praia, enfim…ao “dolce fare niente”, traz-me sempre uma ponta de inveja relativamente à boa vida que levam alguns meninos “silver spoon”. As melhores férias, as melhores festas, as melhores roupas, as melhores companhias, etc., etc., etc….

Utilizando a expressão popularucha, é tudo do bom e do melhor!!!!

Não é que me possa queixar. Mas se é certo que terei de me integrar na categoria dos “silver spoon boys” já não posso, porém, – o que afirmo com alguma mágoa – integrar o propalado “billionaire boys club”. Falta-me a parte do “billionaire”!

Assim sendo, e, como disse, especialmente nesta altura do ano, muito me fascina a vida que levam meninos como os que elenco abaixo, e que importa aqui evidenciar. Para vermos todos o que estamos a perder.

Bem, talvez não todos, já que tenho uns quantos amigos que, à escala lusa, também poderiam figurar neste post, especialmente um menino cujo desporto que pratica, de momento, são “raquetes de praia” (sic)! Tu sabes quem és, meu caro!!!



Sem mais delongas, comecemos, então, a percorrer a lista.

Em primeiro lugar, falemos de Alex Dellal.


Filho de um multimilionário inglês que fez dinheiro no “real estate”. Com os seus singelos 24 aninhos é mais conhecido pelos seus “affairs”, primeiro com Elizabeth Jagger (uma das filhas do Mick) e, mais recentemente, com Charlotte Casiraghi (a filha da princesa Carolina do Mónaco), mas não deverá menosprezar-se os conhecimentos do rapaz – o seu padrinho é o fotógrafo Mario Testino – e o facto de gerir uma galeria de arte em Londres, claro está oferecida pelo papá.

Presumo, contudo, que a galeria se deverá gerir sozinha, uma vez que o afortunado Alex anda permanentemente a viajar pelo mundo, com a sua Charlotte, não dispensando, até, umas semanitas nesta ditosa pátria, lá para os lados da Comporta. E quando não é na Comporta, é em Formentera ou em Ibiza, que “a malta é jovem e tem que aproveitar”. Namorar uma princesa também deve ajudar, mas o que é certo é que o menino faz o que quer, quando quer e como quer. E atenção que este até parece ser dos mais certinhos!

De férias na Comporta

Um passeio sabe sempre bem

Férias na neve, para desenjoar

Mais praia, para manter o bronze


Para ficar mais ou menos tudo em família, falemos, em segundo lugar, do mano da menina Charlotte, Andrea Casiraghi.


É príncipe! Bastaria dizer isto, não fora existir para aí uma realeza acabrunhada e cinzentona (Hello, William!) que não faz jus à condição.

O que é certo é que este “Príncipezinho” tem a vida “aborrecida” do anterior Alex (praia, festas, cruzeiro, festas, neve, festas, compras, festas, praia, festas, cruzeiro, festas, neve, festas, compras, festas, ….) mas ao quadrado. Afinal, este é mesmo príncipe, o outro só “anda” com uma princesa!

Praia

Equitação

Festas, em boa companhia

Passeio de barco
Banho para aliviar o stress

Numa liga diferente, mas integrando muito bem o clube, está o relativamente desconhecido Balthazar Getty, herdeiro de uma fortuna muito considerável, digamos, feita com o petróleo do paizinho, é daqueles que decidiu ser actor, provavelmente para “chatear a família” ou, simplesmente, “Porque sim! Porque é giro, e tal!”.


Parece que é um filantropo, gosta de cumprir a sua quota de acções humanitárias (Bye, IRS!), e gosta de música, mas do que ele gosta mesmo – pelo menos por enquanto – é da Sienna Miller, com quem anda “enrolado” desde há uns tempos e pela qual deixou a sua mulher.

É homem, portanto, para ter uma vidinha muito enfadonha. Passeio de iate, festa, filmagens, praia, etc. (outra vez a mesma lenga-lenga que escrevi para os anteriores).

Starbucks com Sienna sabe muito melhor

Em viagem

Mais uma fundação, mais uma festa

Momento artístico (curiosamente numa festa da Armani)


Resta-nos o “Rei”, o verdadeiro “playboy”, o verdadeiro “billionaire”, um dandy dos tempos modernos: Lapo Elkann – o qual já foi alvo de elogios neste mesmo blog. Um dos descendentes (neto) do Avvocato Gianni Agnelli, herdou não só o estilo do avô mas a sua colossal fortuna.


Dedica-se à moda (a vesti-la e a produzi-la – tem uma linha de óculos própria e lançou agora um “dinner jacket” sob a sua insígnia), a sair com modelos, a viajar, a guiar carros desportivos, a ir a festas e a ver a Juventus. Nada mau!

"Olhem para o meu guarda roupa"
Boas companhias, e no Rio
Festas com quem se deve conhecer
Com os seus brinquedos
De férias em Portofino (bem acompanhado, como sempre)
A sofrer pela Juve

Compras para desanuviar

Portátil exclusivo que pediu ao amigo Steve

Desporto para manter a forma

A promover o seu hobby


Não sei se não me fartaria desta vida, mas o que ela tem de extraordinário é que, se nos fartarmos, deixamos de a ter, e, quando a quisermos de volta, ela lá continuará.


Para finalizar de forma que me parece muito apropriada, utilizo uma expressão que me vem sendo demasiado habitual: “Há vidas bonitas…!!!!!”.

É pena é que não seja a minha!

Thursday, July 03, 2008

Trends: SS/09

Porque o Verão está a chegar, e as colecções para 2009 acabam de ser apresentadas, deixo-vos aqui as grandes tendências para a SS/09, bem fresquinhas, vindas de Paris e Milão.
Goste-se mais ou menos, é o que temos. As fotos não são minhas - antes fossem, quereria dizer que estive lá -, são do fotógrafo Márcio Madeira.
Pijamas:

Bottega Veneta

Gingham:

Junya Watanabe

Degradé:

Alexander McQueen

Cuffed Shorts:

Lanvin

Eastern:

Giorgio Armani

Wide Stripes:

Junya Watanabe

Paul Smith

White:

Ermenegildo Zegna


Pink:

Salvatore Ferragamo

Pattern:

Moschino

Thursday, June 26, 2008

Why Europeans Should be More Like the Turks

Ontem fui Turco durante 90 minutos!

Nunca pensei dizer uma coisa destas, mas a verdade é que mais depressa me identifico com os turcos do que com esses energúmenos dos alemães.

Há quem defenda a teoria – a meu ver desprovida de qualquer bom senso – de que é sempre melhor ser eliminado pelos campeões do que por quem fica pelo caminho.

Como é óbvio, não partilho de tal teoria. Sou mais do estilo de desejar que quem nos eliminou seja trucidado logo na ronda seguinte. Veja-se a UEFA deste ano em que, naturalmente, torci pelos russos do Zenit contra os padeiros e carpinteiros do Glasgow Rangers (que eliminaram o Sporting). Ontem, pois, estava entusiasmado a torcer pelos turcos, quase com a mesma intensidade que torci por Portugal nos ¼ de final.

Mas isso não ficou a dever-se apenas à minha fúria anti-germânica. Teve muito a ver com a garra e vontade que aqueles turcos devotaram ao jogo. Entraram a mandar da Alemanha (e de que maneira) mostrando que estão lá pelo querer dos seus jogadores e treinador, esse grande Fatih Terim, de cognome “O Imperador”.

O que é certo é que aquela equipa, mais que remendada, com apenas 14 disponíveis, fez o que a selecção portuguesa não soube ou não quis fazer. Queriam ganhar o jogo, custe o que custasse, e lutariam até ao fim das suas forças. Portugal deveria ter este espírito, mas não tem. Porquê, perguntarão? Por uma simples razão. É que parece que agora fazemos parte dos “grandes”. Já somos gente. Temos dos melhores jogadores do mundo, nos maiores e melhores clubes do mundo. Não precisamos de ter garra porque somos vedetas. Estamos mais preocupados com o próximo contrato milionário que vamos assinar e muito pouco com o sucesso da equipa.

É, pois, senão razoável que se torça pelos mais pequenos ou pelos que, sendo grandes, têm a vontade de ganhar dos pequenos.

Ontem, senti-me mais turco que português (passe a blasfémia), tudo porque senti que aqueles reflectiam melhor a minha raça e vontade. E durante 90 minutos, senti-me bem, por “estarmos” a dar uma lição a esses prepotentes alemães.

Agora só me resta continuar neste registo, eliminado o meu caro Bilic, sejam espanhóis ou russos, o que interessa é abater os alemães.

Parabéns à Turquia! Não faz parte da UE, mas ensinou-nos, em 90 minutos, de que massa deveria ser feito um cidadão europeu.


Tuesday, June 24, 2008

My 10 Essentials


No seguimento de uma rubrica que sempre acompanho, publicada no site men.style.com, aqui vos deixo os 10 artigos que considero, para mim, absolutamente essenciais. Aqueles sem os quais não imagino a minha existência.

Acreditem que é difícil escolher apenas 10 num universo quase ilimitado de opções, mas aqui ficam, pois, as minhas 10 escolhas, sem qualquer ordem de preferência:

1. Longchamp Bags


Basicamente, tenho uma tara por tudo o que no mundo da moda apelidam de “luggage”. Sacos, malas e quejandos são uma paixão e um “guilty pleasure”. Entre tantos tipos e feitios escolho, definitivamente, os sacos. Poderão dizer que têm algo de feminino, mas eu não sou obrigado a concordar. Pelo contrário, quando a dimensão é avantajada, considero-os mesmo muito masculinos, dando ao respectivo utilizador um toque de chic e sofisticação moderna e europeia. Uma espécie de “style power”.

Entre os diversos sacos (e tenho tantos, de todas as cores, materiais e feitios, e para todas as ocasiões) tenho que escolher os sacos da Longchamp. Reconheço que não são uma escolha óbvia. Essa seria a Gucci e a Louis Vuitton. Mas nunca fui grande adepto dos “logos” descarados e escarrapachados (Convém lembrar que, em meu entender, o luxo deve ser uma experiência pessoal e não exibicionista. Para o exibicionismo há outras coisas) e os preços também não são lá muito convidativos.

A casa parisiense Longchamp é, sem dúvida, a resposta mais eclética, low profile e a preços “relativamente” (com muitas aspas) acessíveis.

Deixo-vos mais alguns exemplares da minha colecção…



2. Von Zipper Rockford Morning Wood Sunglasses


Adoro óculos de sol! E com a luz de Lisboa tenho um pretexto para os usar quase todo o ano. São um acessório essencial e um dos mais “cool” de que dispõe o género masculino. Tenho inúmeros pares, também de todas as cores e feitios. Mas atenção que nem toda a gente pode usar qualquer tipo de óculos. É algo muito mais pessoal do que à partida parece.

Talvez precisamente por isso a minha escolha, também aqui, não seja óbvia. Poderia ter escolhido uns Persol, uns Ray Bans ou uns Tom Ford. Mas a verdade é escolhi estes Von Zipper. Porquê? Porque acho que são os que mais estilo me dão. Estou a pensar comprar um monte deles, especialmente porque estou sempre a parti-los ou a perdê-los.

3. J. D. Salinger’s Franny & Zooey


Porque é, provavelmente, o meu livro preferido de todos os tempos, e não imagino a minha vida sem ele. Leio e releio e nunca me canso.

De resto, já falei sobre ele neste blog. Esta, sim, é uma escolha mais do que óbvia.

4. The Beach Boys’ Pet Sounds


Como óbvia, também, é a escolha da obra prima dos Beach Boys e um dos melhores discos de sempre. Esse Pet Sounds que está comigo em todo o lado. Seja em CD, no iPod ou na minha cabeça. Nunca me falta. Preciso de o ter sempre à mão.

Foi o primeiro disco que dei a ouvir ao meu filho recém-nascido. Para alguém que tem cerca de 3000 discos isso só pode ser entendido como um elogio.

5. Montblanc Meisterstruck Platinum Series e Fisher Bullet Space Pen


Porque, felizmente ou infelizmente, a minha profissão assim o exige, e uma vez que me recuso a ser um total escravo dos computadores, preciso de ter sempre à mão as minhas canetas.

De acordo com “o meu amigo” Lapo Elkann, um homem, em termos de canetas, (eu sei que soa um bocado esquisito) ou é um “Montblac guy” ou, na versão portuguesa, um “Bic guy”. Eu sou uma espécie de misto, não dispensando o uso diário da minha Montblanc Meisterstruck de platina (rollerball) e, para quando a situação exige, da minha esferográfica da Fisher, a “bullet space pen”, que, como é sabido, até escreve “de pernas para o ar”.



6. Apple Products


Como reverso da escolha anterior, e porquanto, nos tempos que correm, não posso dar-me ao luxo (esse verdadeiro luxo) de renunciar ao uso das novas tecnologias, tenho, necessariamente, que mencionar nesta lista os meu companheiros tecnológicos da empresa de Steve Jobs. A Apple (ou os Mac – para quem não os quiser confundir com a produtora dos Beatles) revelou-se-me já há uns anitos (bem antes da febre iPod) e, desde aí, não concebo confiar em qualquer outra marca de aparelhómetros informáticos.

Tenho iMac…



Tenho Powerbook … (qualquer dia cedo ao Macbook Air)



Tenho iPod…



E já estou na lista de espera para o lançamento do iPhone 3G.




7. Biotherm’s Shaving and Aftershave Creams



Detesto fazer a barba. É um processo física e psicologicamente penoso, mas como gosto mais de me ver “clean shaven” tenho mesmo que passar por ele.

Para minorar o desgosto recorro aos meus companheiros de todos os dias, são da Biotherm, um para antes e outro para depois, e eles nunca me deixaram ficar mal.


8. Timberland’s Men's Classic 2 Eye Boat Shoe



Uso-os desde o Secundário. Até hoje nunca me abandonaram. Já tive inúmeros pares (a maior parte deles reformados devido ao prolongado uso), azuis e castanhos, mas sempre de sola branca. São daqueles clássicos que nunca passam de moda e ficam bem em qualquer look mais descontraído.

São a minha escolha frequente para os dias de Sol, que, em Lisboa, apanham sempre, não só o Verão, mas também grande parte da Primavera e do Outono.

E são, sem dúvida, os sapatos mais confortáveis que já calcei.

Só me resta rezar para que a Timberland não deixe de os produzir.


9. Pocket Squares


Lenços de lapela são a minha imagem de marca e, por isso, não podiam faltar nos meus “10 Essentials”.

Não concebo vestir um blazer sem por um na lapela. Não sou demasiado meticuloso. Pego neles e enfio-os no bolso da lapela. Se pensar muito em como dobrá-los não vão ficar a meu gosto. É largá-los e eles ganham a sua própria vida.


De seda ou linho – ocasionalmente, algodão, nos looks mais casuais –, de várias cores e com as mais variadas formas de apresentação, não os dispenso. Nunca. Já se tornaram parte de mim.

Last… but not least,


10. Meister’s Engraved Gold Wedding Ring


A minha aliança! Nunca a tiro do dedo, nem mesmo na praia, o que faz deste acessório – que é muito mais do que isso – o mais essencial de todos os essenciais. Tal como a minha mulher, que me atura quando algum dos ditos “essenciais” estão desaparecidos ou não estão exactamente a meu gosto.


Estes são, pois, os meus “10 Essentials” do momento. Se calhar amanhã já estão desactualizados. Mas, como já vi numa campanha publicitária qualquer, parece que o que interessa é viver o momento. E, aliás, quando se justificar, cá estarei para fazer a correspondente actualização.


Para fechar, uma menção honrosa para a minha adorada “Bimby”, a qual revolucionou as minhas aventuras gastronómicas. E nada de comentários maldosos, pois um yuppie que é yuppie tem que se saber cozinhar. Com ou sem Bimby.