Friday, March 14, 2008

Coupling

Para as senhoras perceberem o quão certinho sou – depois destes posts cheios de mulheres bonitas –, decidi publicar um post dedicado aos casais com mais estilo e que, no frenético e instável mundo das celebridades, se vão aguentando enquanto tal e têm, aliás, filhos juntos – condição essencial para figurar na lista.

Assim, e afinal, as condições para integrar este post são as seguintes:

- Ser casado/unido de facto com relação estável e minimamente duradoura;
- Ter filhos;
- Ser dedicado à instituição familiar, e, por último,
- Ter muito estilo!

Eu também figuraria mas não quero expor-me (ou à minha família) a olhares indiscretos. Prezo muito a minha privacidade.

Aqui ficam as minhas escolhas, umas de casais mais recentes, outras de mais antigos, uma de um casal que já nem sequer existe mas que, dada a minha afinidade por um dos respectivos membros, tinha que figurar. Vocês saberão qual é.

1. Christy Turlington e Ed Burns: Já estão casados há uns bons anitos e parece que é mesmo para durar. Eu sempre achei que ela é muito melhor que ele, embora não deixe de simpatizar com os dois, como casal. Ela modelo, ele actor/realizador, os dois de NY, parecem ter tudo a ver um com o outro. Têm duas meninas e um rapaz (mais novo), os quais, se saírem à mãe, vão andar por aí a arrasar corações.







2. Joanne Woodward e Paul Newman: Casados há mais de 50 anos, ambos actores, só podem ser considerados um fenómeno. Ninguém fica casado tanto tempo em Hollywood, mas a verdade é que estes dois foram resistindo. Agora na casa dos oitenta, dizem que continuam apaixonados como nos primeiros tempos e apontam que o segredo está em terem interesses diferenciados. Não sei se será esse, verdadeiramente, o segredo, mas alguma coisa eles devem ter feito bem.






3. Naomi Watts e Liev Schreiber: Estes são já um casal bem mais recente. Acho que não têm sequer um ano de casados, mas parece-me que estão no bom caminho. Sempre juntos e já com uma filha (de poucos meses) são uma espécie de Woodward/Newman em potência. Pelo menos ficam muito bem juntos.





4. Angelina Jolie e Brad Pitt: Este deve ser o casal mais badalado do mundo. Estão sempre nas capas dos tablóides e lá se vão aguentando. Três filhos adoptados e uma menina de concepção própria e artesanal (espera-se!), fazem questão de afirmar que não se casarão enquanto não forem permitidos os casamentos homosexuais. Eu acho que é só uma desculpa, mas o que importa é que continuam juntos e já vão a caminho do segundo filho biológico. E os míudos têm obrigação de sair bonitos...






5. Gwen Stefanni e Gavin Rossdale: Um casal de músicos é, tradicionalmente, mais instável do que de estrelas de cinema (como se isso fosse possível!), mas o que é certo é que estes dois lá se vão entendendo. Sendo ela americana e ele inglês a tendência, julgo eu, seria a de não se suportarem, mas o tempo parece desmenti-lo. Já vão a caminho do segundo filho.






6. Audrey Hepburn e Mel Ferrer: Um dos casais mais insólitos de sempre. Está por explicar como ela, reconhecida diva, se encantou por ele, actor bem mais velho e sem particular interesse (pelo menos que eu consiga vislumbrar). Bem, pelo menos tem que reconhecer-se que tinha bom gosto.







7. Jennifer Connelly e Paul Bettany: Mais um casal de actores. Mais um casal anglo-americano. Conheceram-se no set do "A Beautiful Mind" e, desde aí, nunca mais se separaram. Já têm descendência e segundo consta são dos casais mais felizes de Hollywood. Ficam bem um com o outro. Espero sinceramente que a coisa dure. Gosto bastante de ambos.





Menção honrosa para o já nosso conhecido Alex James (ex-baixista dos Blur), agora agricultor e produtor de queijo, e a sua mulher Claire (produtora de vídeos), os quais têm 3 filhos.

Nota: Este post é dedicado a todas as leitoras destes blog com aspirações familiares e, em particular, à minha mulher, que me inspirou a ter tais aspirações.

Thursday, March 13, 2008

Let's Dance to Joy Division and Celebrate the Irony


Confesso que, inicialmente, estava bastante relutante em inserir um novo post neste blog, não por falta de tempo ou inspiração, mas antes porque não queria abrir a página do blog e não me deparar com a fotografia da Christy Turlington com que encabecei o post anterior. Dava por mim a abrir o meu próprio blog só para me descontrair por uns momentos e sentir o olhar da Christy sobre mim.

De todo o modo, estamos ambos comprometidos – e muito bem comprometidos, diga-se (embora eu melhor que ela) – pelo que o melhor é avançar.

Para tanto, nada melhor do que a música de uma banda jovem, enérgica e “descomprometida”, os The Wombats.

Banda de Liverpool (cidade difícil para criar uma banda – o fantasma dos Beatles nunca abandonará aquele local), que, na verdade, já não é assim tão recente – tenho vindo a ouvi-los desde há cerca de um ano – mas que só agora me despertaram mais interesse.

A música é um power pop ao estilo dos Arctic Monkeys de primeiro álbum (grande disco!!!), talvez um pouco mais básico nas letras e melodias. O que mais me cativou foi, desde logo, a energia (eu também sou um confesso fã de carregar no acelerador – mesmo musicalmente falando), e, por outro lado, uma certa ironia da sua mensagem, provavelmente dirigida a um público ligeiramente mais novo do que eu mas relativamente à qual me consigo relacionar perfeitamente.

A corroborar esta conclusão ouçam-se as duas canções que tenho tocado sem parar:

"Let’s Dance to Joy Division" (Talvez a minha preferida do álbum.)

e

"Backfire at the Disco" (Desculpem, mas quem não se relacionar não teve juventude!)

Atenção, não levem a banda demasiado a sério! Não deixa de ter prazo de validade, provavelmente até mais apertado do que o dos iogurtes. De todo o modo, mais vale gozá-la enquanto o prazo não expira.

Afinal ainda se vai fazendo alguma música que me entusiasma, mesmo que por breves momentos…



Tuesday, March 11, 2008

Old meets New


E como hoje estou imparável – despachadas as farmacêuticas –, por uma razão de manifesta justiça, terei que dedicar um post aos valores femininos que, no mundo das artes, se encontram a meio caminho entre o novo e o antigo, i.e., aquelas a que podemos chamar consagradas.

Também a estas valor (a vários níveis) não lhes falta.

Novamente, tratam-se de escolhas pessoais sem pretensões de exaustão ou qualquer intuito que não o de prestar o meu tributo ao valor destes exemplos de sucesso no feminino.

Depois de todos estes posts dedicados a mulheres, fica definitivamente afastado o epíteto de “sexo fraco”.

Christy Turlington (modelo) (A rainha):


Jennifer Connelly (actriz):


Lucy Liu (actriz):


Sienna Miller (actriz):


Claire Forlani (actriz):


Amber Valletta (modelo/actriz):



Angelina Jolie (actriz/mãe/embaixadora da ONU):




Kate Moss (modelo):


And the Oscar goes to...


Os Óscares, este ano, como, aliás, já vem sendo habitual, foram uma autêntica porcaria.

Nem tanto pelos filmes nomeados – até me parece que foi uma das melhores colheitas (embora ainda bastante pobrezinha) dos últimos cinco anos – mas, essencialmente, pela cerimónia em si.

Foi demasiado má para ser verdade! Os prémios corriam uns atrás dos outros, com o habitual despachar dos premiados em 45 segundos. Não houve segmentos musicais para além das mais que sofríveis interpretações das canções nomeadas (as quais, diga-se, também eram muito, mas muito, más). Os tributos foram ainda piores – notoriamente feitos à pressa e sem qualquer cuidado estético ou de conteúdo.

Só encontro explicação para isto na greve dos argumentistas e na incerteza da realização da edição deste ano. Tudo parecia confrangedoramente amador. Foi mesmo mau. E é indesculpável não terem incluído no In Memorian a morte do Brad Renfro, só pelo facto de ter morrido de overdose.

Ainda o menor dos males foi a apresentação do Jon Stewart, o qual, no entanto, deverá ter tido, no total, um tempo de antena de aproximadamente 30 minutos (isto, numa transmissão de quase 4 horas).

Todos os anos digo mal dos Óscares, mas a verdade é que todos os anos vejo. E explico porquê…! Vejo porque tenho a vã esperança de no ano em causa haver qualquer coisa que suplante as minhas melhores memórias de edições anteriores. Algo que me fique na retina e que leve a recordar esse momento pelo menos uma vez por ano.

Até agora tenho cinco desses momentos. Cinco momentos inesquecíveis que não posso deixar de partilhar. Curiosamente três deles são do mesmo ano, pelo que posso dizer que, para mim, a melhor cerimónia de sempre foi a de 1997. Foi o ano do “Titanic” do James Cameron (filme abominável e insuportável), mas a sua vitória esmagadora foi tão insignificante face a outros momentos dessa edição que muitas vezes me esqueço que essa xaropada ganhou 11 Óscares (os mesmos que o Ben-Hur – que sacrilégio!).

Não são raras as vezes em que retiro da prateleira a velhinha VHS na qual está gravada a cerimónia e ainda me deleito a revê-la. Mas é quando a nova edição dos Óscares se aproxima que mais prazer tenho em recordar, na minha cabeça, esses momentos.

E porque não quero que ninguém fique defraudado, aqui deixo os meus cinco momentos preferidos dos Óscares.

And the Oscar goes to….

1.º Apresentação dos prémios técnicos (que têm lugar uma semana antes da cerimónia principal) pela actriz Ashley Judd (1997)


Não consegui uma fotografia deste exacto momento, mas aqui fica uma aproximada, da cerimónia em apreço, assim como mais algumas da Ashley Judd (porque nunca serão demais).


Ainda hoje a consigo ver perfeitamente, a descer para o microfone, da esquerda para a direita, num vestido branco esvoaçante – com uma racha lateral quase até ao umbigo – e uma gardénia branca no cabelo. Estava linda! E a apresentação teve imensa piada. Já tinha reparado nela no “Heat” do Mann e no “A Time to Kill” do Schumacher, mas naquele momento fiquei apaixonado.

De longe, o melhor momento de sempre nos Óscares!!!!


2.º Tributo ao contributo cinematográfico de Frank Sinatra, apresentado por Martin Scorsese



É sabido que sou um grande fã do Chairman of the Board e que ele sempre foi melhor cantor que actor, mas este tributo (irrepreensível e tocante), por ocasião da sua morte, deixou-me com uma lágrima no canto do olho e com a sensação de que o mundo tinha ficado efectivamente muito mais pobre. E, claro, lá estavam vários clips de um dos meus filmes favoritos “Same Came Running”. É assim que se fazem tributos.


3.º Interpretação da canção “Miss Misery”, nomeada para melhor canção original, por Elliot Smith (1997)


Foi impressionante. O Elliot Smith – fraca figura –, com um ar profundamente triste, no meio de um palco gigantesco, sozinho com a sua guitarra, em pé, a sussurrar. Ainda hoje me arrepia. Parecia estranho, por um lado. Um songwriter independente, numa canção para um filme “meio” independente (Good Will Hunting), no maior espectáculo mainstream. Mas por outro lado, naquele momento, parecia não haver melhor casamento entre música e filmes. Parecia que a Academia se tinha rendido aos encantos do indie, o que, infelizmente, foi Sol de pouca dura.

Devia ter ganho. Mas não ganhou. É das melhores canções que já passou pelos Óscares, mas preferiram dar a estatueta à Celine Dion. Que tristeza!

O Elliot Smith acabou por suicidar-se alguns anos depois. Não pela derrota para a Celine Dion (embora para mim isso já fosse suficiente) mas porque a sua mente torturada não aguentou outras agruras da existência. Perdeu-se outro grande músico, ficou aquele momento memorável.


4.º In memorian 1997 (tributo aos membros da Academia falecidos no decurso daquele ano) (1997)



Incluía imagens do Jimmy Stewart e do Toshiro Mifune. Foi o in memoriam mais tocante a que assisti. As imagens do James Stewart novinho no “Mr. Smith Goes To Washington” e já perto do fim da vida a receber um Óscar honorário não podiam deixar ninguém indiferente. O segmento foi aplaudido de pé.


E para acabar num tom mais festivo,

5.º Interpretação de “Shaft” por Isaac Hayes (1999)

Quase vinte anos depois de ter ganho o Óscar, e por ocasião do lançamento do respectivo remake, tivemos direito ao verdadeiro Shaft, com meninas à mistura e um grande cenário, nunca aquele baixo soou tão vibrante. Mais uma vez, memorável.

Pode ser que para ano nos surpreendam...

Old Blood



Depois do último post, e atento o valor dos novos talentos aí retratados, impõe-se recordar os grandes valores de tempos idos, os quais, em meu entender, se mantêm tão jovens hoje, na nossa memória, como na época do seu apogeu.

Fizeram sonhar outras gerações e fizeram-me sonhar a mim, na minha reconhecida paixão pelos bons e já distantes 50 e 60.

Sob pena de deixar muita gente de fora, aqui fica uma lista de “paixões” pessoais – falo, novamente, de paixões artísticas, claro.

Jane Birkin (actriz/cantora):




Audrey Hepburn (actriz/ícone) (A eleita das eleitas que já mereceu post próprio neste blog):




Ava Gardner (actriz/mulher de Sinatra):



Grace Kelly (actriz/princessa):



Rita Hayworth (actriz/cantora):


Elizabeth Taylor (actriz):


Catherine Deneuve (actriz):