Monday, September 08, 2008

Blues (and reds) for the Summer

Recentemente regressado de umas imerecidas (mas sempre curtas) férias, estou de volta ao activo, o que significa que dedicarei mais atenção ao blog e a todos os assuntos fúteis e materialistas. Não que tenha abandonado por completo tais assuntos durante as férias.

Para o provar, deixo-vos a(s) minha(s) última(s) aquisição(ões) estival(ais), cuja utilização, no nosso país, e caso o S. Pedro permita, poderá estender-se até aos inícios do Outono.

Inicialmente queria uns TOD’S roxos, mas não chegaram à loja lisboeta da marca (Bem-vindo ao Terceiro Mundo!). O que é certo é que o preço também não deveria ser muito convidativo.

Depois de um tour pelas lojas de sempre, acabei por me render ao “azzure” dos driving shoes da Purificacion Garcia, estes já em saldo. Perfeitos para combinar com brancos, beges e cinzentos.

Para afastar o desgosto de não ter comprado os TOD’S, reforcei a colecção com uns vermelhos, para usar com as gangas, os castanhos e os azuis.

Confesso que, mesmo para mim, são algo arrojados, mas eu também já me habituei aos olhares indiscretos.

Wednesday, August 13, 2008

Sandwich, Sushi or Sunshine?


Porque no post anterior falámos de bilionários e porquanto, desde há algum tempo, a vida campestre me tem vindo a tentar e fascinar, não posso deixar de partilhar convosco uma frase do nosso já conhecido Alex James, inserida numa das suas mais recentes crónicas para o The Independent.

Apenas para vos situar, o Autor relatava a visita de uma turma do secundário (escola cosmopolita) à sua quinta, onde, como fui revelando, o autor se dedicou à produção de queijo, bem como à agro-pecuária, arrumando o seu baixo e dizendo adeus aos colegas dos Blur.

É, pois, nesse contexto que o mesmo se sai com esta pérola. Não é que esteja particularmente bem escrito, nem que as ideias que contém sejam revolucionárias. Apenas assentam na perfeição no que tem sido o meu estado de espírito e sobre o que tenho reflectido nos últimos tempos.


“Suddenly it was high summer, one of those bright days that makes you remember why billionaires have always lived on farms, why pop stars buy them to live happily ever after, why it might be better mucking about making bonfires and gazing like Fred does than staring at a computer screen and wondering whether to have a sandwich or sushi. It's a hard sell at the moment, agriculture, but the butterflies and dragonflies were skipping on the hedgerows. It was busy. It was beautiful, wherever you were coming from.”


Palavras sábias, sem dúvida, para quem nas mesmas se quiser rever. Alguém diria que o rapaz era o baixista dos Blur?


Tuesday, August 12, 2008

Welcome to the Billionaire Boys Club

Para os mais incautos, esclareço já que o título deste post nada tem a ver com a famosa marca de menswear criada por Pharrel Williams, dos N*E*R*D*/Neptunes (de quem já aqui falei), a “BBC”, a.k.a., “Billionaire Boys Club”.


Na verdade, este post é mesmo sobre os próprios “billionaire boys”, sendo a sua junção num “club” já da minha autoria.

É que o Verão, porque associado ao lazer, à praia, enfim…ao “dolce fare niente”, traz-me sempre uma ponta de inveja relativamente à boa vida que levam alguns meninos “silver spoon”. As melhores férias, as melhores festas, as melhores roupas, as melhores companhias, etc., etc., etc….

Utilizando a expressão popularucha, é tudo do bom e do melhor!!!!

Não é que me possa queixar. Mas se é certo que terei de me integrar na categoria dos “silver spoon boys” já não posso, porém, – o que afirmo com alguma mágoa – integrar o propalado “billionaire boys club”. Falta-me a parte do “billionaire”!

Assim sendo, e, como disse, especialmente nesta altura do ano, muito me fascina a vida que levam meninos como os que elenco abaixo, e que importa aqui evidenciar. Para vermos todos o que estamos a perder.

Bem, talvez não todos, já que tenho uns quantos amigos que, à escala lusa, também poderiam figurar neste post, especialmente um menino cujo desporto que pratica, de momento, são “raquetes de praia” (sic)! Tu sabes quem és, meu caro!!!



Sem mais delongas, comecemos, então, a percorrer a lista.

Em primeiro lugar, falemos de Alex Dellal.


Filho de um multimilionário inglês que fez dinheiro no “real estate”. Com os seus singelos 24 aninhos é mais conhecido pelos seus “affairs”, primeiro com Elizabeth Jagger (uma das filhas do Mick) e, mais recentemente, com Charlotte Casiraghi (a filha da princesa Carolina do Mónaco), mas não deverá menosprezar-se os conhecimentos do rapaz – o seu padrinho é o fotógrafo Mario Testino – e o facto de gerir uma galeria de arte em Londres, claro está oferecida pelo papá.

Presumo, contudo, que a galeria se deverá gerir sozinha, uma vez que o afortunado Alex anda permanentemente a viajar pelo mundo, com a sua Charlotte, não dispensando, até, umas semanitas nesta ditosa pátria, lá para os lados da Comporta. E quando não é na Comporta, é em Formentera ou em Ibiza, que “a malta é jovem e tem que aproveitar”. Namorar uma princesa também deve ajudar, mas o que é certo é que o menino faz o que quer, quando quer e como quer. E atenção que este até parece ser dos mais certinhos!

De férias na Comporta

Um passeio sabe sempre bem

Férias na neve, para desenjoar

Mais praia, para manter o bronze


Para ficar mais ou menos tudo em família, falemos, em segundo lugar, do mano da menina Charlotte, Andrea Casiraghi.


É príncipe! Bastaria dizer isto, não fora existir para aí uma realeza acabrunhada e cinzentona (Hello, William!) que não faz jus à condição.

O que é certo é que este “Príncipezinho” tem a vida “aborrecida” do anterior Alex (praia, festas, cruzeiro, festas, neve, festas, compras, festas, praia, festas, cruzeiro, festas, neve, festas, compras, festas, ….) mas ao quadrado. Afinal, este é mesmo príncipe, o outro só “anda” com uma princesa!

Praia

Equitação

Festas, em boa companhia

Passeio de barco
Banho para aliviar o stress

Numa liga diferente, mas integrando muito bem o clube, está o relativamente desconhecido Balthazar Getty, herdeiro de uma fortuna muito considerável, digamos, feita com o petróleo do paizinho, é daqueles que decidiu ser actor, provavelmente para “chatear a família” ou, simplesmente, “Porque sim! Porque é giro, e tal!”.


Parece que é um filantropo, gosta de cumprir a sua quota de acções humanitárias (Bye, IRS!), e gosta de música, mas do que ele gosta mesmo – pelo menos por enquanto – é da Sienna Miller, com quem anda “enrolado” desde há uns tempos e pela qual deixou a sua mulher.

É homem, portanto, para ter uma vidinha muito enfadonha. Passeio de iate, festa, filmagens, praia, etc. (outra vez a mesma lenga-lenga que escrevi para os anteriores).

Starbucks com Sienna sabe muito melhor

Em viagem

Mais uma fundação, mais uma festa

Momento artístico (curiosamente numa festa da Armani)


Resta-nos o “Rei”, o verdadeiro “playboy”, o verdadeiro “billionaire”, um dandy dos tempos modernos: Lapo Elkann – o qual já foi alvo de elogios neste mesmo blog. Um dos descendentes (neto) do Avvocato Gianni Agnelli, herdou não só o estilo do avô mas a sua colossal fortuna.


Dedica-se à moda (a vesti-la e a produzi-la – tem uma linha de óculos própria e lançou agora um “dinner jacket” sob a sua insígnia), a sair com modelos, a viajar, a guiar carros desportivos, a ir a festas e a ver a Juventus. Nada mau!

"Olhem para o meu guarda roupa"
Boas companhias, e no Rio
Festas com quem se deve conhecer
Com os seus brinquedos
De férias em Portofino (bem acompanhado, como sempre)
A sofrer pela Juve

Compras para desanuviar

Portátil exclusivo que pediu ao amigo Steve

Desporto para manter a forma

A promover o seu hobby


Não sei se não me fartaria desta vida, mas o que ela tem de extraordinário é que, se nos fartarmos, deixamos de a ter, e, quando a quisermos de volta, ela lá continuará.


Para finalizar de forma que me parece muito apropriada, utilizo uma expressão que me vem sendo demasiado habitual: “Há vidas bonitas…!!!!!”.

É pena é que não seja a minha!

Thursday, July 03, 2008

Trends: SS/09

Porque o Verão está a chegar, e as colecções para 2009 acabam de ser apresentadas, deixo-vos aqui as grandes tendências para a SS/09, bem fresquinhas, vindas de Paris e Milão.
Goste-se mais ou menos, é o que temos. As fotos não são minhas - antes fossem, quereria dizer que estive lá -, são do fotógrafo Márcio Madeira.
Pijamas:

Bottega Veneta

Gingham:

Junya Watanabe

Degradé:

Alexander McQueen

Cuffed Shorts:

Lanvin

Eastern:

Giorgio Armani

Wide Stripes:

Junya Watanabe

Paul Smith

White:

Ermenegildo Zegna


Pink:

Salvatore Ferragamo

Pattern:

Moschino

Thursday, June 26, 2008

Why Europeans Should be More Like the Turks

Ontem fui Turco durante 90 minutos!

Nunca pensei dizer uma coisa destas, mas a verdade é que mais depressa me identifico com os turcos do que com esses energúmenos dos alemães.

Há quem defenda a teoria – a meu ver desprovida de qualquer bom senso – de que é sempre melhor ser eliminado pelos campeões do que por quem fica pelo caminho.

Como é óbvio, não partilho de tal teoria. Sou mais do estilo de desejar que quem nos eliminou seja trucidado logo na ronda seguinte. Veja-se a UEFA deste ano em que, naturalmente, torci pelos russos do Zenit contra os padeiros e carpinteiros do Glasgow Rangers (que eliminaram o Sporting). Ontem, pois, estava entusiasmado a torcer pelos turcos, quase com a mesma intensidade que torci por Portugal nos ¼ de final.

Mas isso não ficou a dever-se apenas à minha fúria anti-germânica. Teve muito a ver com a garra e vontade que aqueles turcos devotaram ao jogo. Entraram a mandar da Alemanha (e de que maneira) mostrando que estão lá pelo querer dos seus jogadores e treinador, esse grande Fatih Terim, de cognome “O Imperador”.

O que é certo é que aquela equipa, mais que remendada, com apenas 14 disponíveis, fez o que a selecção portuguesa não soube ou não quis fazer. Queriam ganhar o jogo, custe o que custasse, e lutariam até ao fim das suas forças. Portugal deveria ter este espírito, mas não tem. Porquê, perguntarão? Por uma simples razão. É que parece que agora fazemos parte dos “grandes”. Já somos gente. Temos dos melhores jogadores do mundo, nos maiores e melhores clubes do mundo. Não precisamos de ter garra porque somos vedetas. Estamos mais preocupados com o próximo contrato milionário que vamos assinar e muito pouco com o sucesso da equipa.

É, pois, senão razoável que se torça pelos mais pequenos ou pelos que, sendo grandes, têm a vontade de ganhar dos pequenos.

Ontem, senti-me mais turco que português (passe a blasfémia), tudo porque senti que aqueles reflectiam melhor a minha raça e vontade. E durante 90 minutos, senti-me bem, por “estarmos” a dar uma lição a esses prepotentes alemães.

Agora só me resta continuar neste registo, eliminado o meu caro Bilic, sejam espanhóis ou russos, o que interessa é abater os alemães.

Parabéns à Turquia! Não faz parte da UE, mas ensinou-nos, em 90 minutos, de que massa deveria ser feito um cidadão europeu.