Tuesday, March 11, 2008

New Blood


Uma vez que neste blog se tem falado muito de homens – apenas na vertente de estilo, como é evidente –, já estava na altura de se fazer justiça às mulheres.

Uma vez que têm aparecido muitos e excelentes novos valores, nas mais diversas áreas culturais e de actividade, impõe-se a apresentação deste “new blood”.

Como é óbvio, e tal como tudo o que aqui é publicado, não deixa de ser uma escolha pessoal, mas que, há que reconhecer, se encontra escudada no inquestionável bom gosto, conhecimento e investigação do autor.

Claro está que há sempre espaço para acrescentar novos nomes, mas isso fica ao critério do leitor. Pode ser, até, que me apresentem a alguma senhora de grande valor que até aqui me tenha escapado.

Não poderei deixar de referir, em jeito de nota e chamada de atenção dirigida, essencialmente, às leitoras deste blog (se as houver!?!), que o interesse demonstrado pelas figuras retratadas mais não configura do que um reconhecimento do seu valor criativo-cultural e da sua contribuição para o mundo das artes, não se excluindo, naturalmente, o seu contributo ao mundo, em termos puramente estéticos mas avaliados de uma perspectiva meramente artística.

Bem, já chega! Vamos mas é ao que interessa.

Take it away, ladies!!!

Erin Wasson (modelo):


Kerry Washington (actriz):


Adriana Lima (modelo):


January Jones (actriz):


Keira Knightley (actriz):


Maggie Q (actriz):


Petra Nemcova (modelo):


Mary Elizabeth Winstead (actriz):


Emily Mortimer (actriz):


Rashida Jones (actriz/filha de Quincy Jones):


Chan Marshall a.k.a. Cat Power (cantora/compositora) (É também a menina que aparece na primeira foto deste post):


Eva Mendes (actriz):

Com este lote de escolhidas, parece-me que serão de grande qualidade os tempos que se avizinham.

Thursday, March 06, 2008

Entourage



Depois de um tema tão profundo como o "estado" do Sporting, decidi versar algo mais prosaico e, nos termos da moda, mais "light".

Como neste blog não aparecem temas foleiros ou referências pirosas - só bom gosto, inteligência e elevação - vou falar-vos de uma das séries que mais interesse me despertou nos últimos tempos: ENTOURAGE.

Já devem ter ouvido falar.

Estou certo que os intelectualóides a descartariam com a mesma rapidez que refeririam outras séries, alegadamente, de maior qualidade, como "Dexter", "Deadwood", "Rome" ou "Nip Tuck".

Atenção, eu também adoro todas estas séries. Bem, talvez não aprecie assim tanto o "Dexter". Mas, das outras, tenho todas as seasons já publicadas em DVD e não abdicaria delas em circunstância alguma.

Aliás, o cinema aborrece-me cada vez mais. É repetitivo, de fraca qualidade e idiota (tanto o americano com o europeu, e o asiático é simplesmente chato), em suma, é assustadoramente mau!

Assim sendo, temos que nos refugiar na produção televisiva que, honra que seja feita, tem apresentado das coisas mais criativas que por aí se vêm.


Bem, mas para não nos desviarmos muito, faço, então, a apologia desta série, "light", sim, mas muito divertida. Não sei se o que me atrai mais é a mesma funcionar como um observatório de um estilo de vida que, julgo, ninguém desdenharia, ou, em alternativa, como mostruário da decadência da sociedade actual, bastas vezes centrada nas celebridades do mundo da música, cinema e televisão.


Se calhar estou a ser profundo demais, e o Entourage (brilhante nome, aliás!) não é mais do que um repositório de situações que nos divertem e nos fazem sentir melhor connosco próprios. É verdade, que nunca chegarei a estrela de cinema hollywoodesca como o Vincent, mas também nunca serei um pau mandado como o Eric, um parasita como o Turtle, um falhado como o Drama ou um desesperado como o Ari.

Enfim, vale mesmo a pena dispensar umas horitas para ver os rapazes que, para mim, tem o aliciante adicional de me parecem uma espécie de rat pack moderno.

Acima de tudo é um escape: para a vida que levamos, para a sociedade em que vivemos, para o país em que habitamos.

Lá estou eu com estas tretas existencialistas. Se querem existencialismo leiam o Sartre, se querem rir e imaginar que são estrelas de cinema vejam o Entourage!

(Da esquerda para a direita: Johnny Drama; Turtle; Vincent; Eric; Ari Gold)

Tuesday, March 04, 2008

My Club

É triste ver ao que chega a imbecilidade dos dirigentes, treinador e grande maioria dos adeptos do Sporting.

O Sporting é, desde a sua criação, o clube nacional com mais status e panache. Elitista e moderadamente presunçoso – como se quer –, não tem mais títulos, nem é o mais antigo, não tem o equipamento com mais estilo, mas é, simplesmente, o melhor.
Eu não poderia ser de nenhum outro clube que não do Sporting. Posso simpatizar com alguns – nacionais e estrangeiros –, mas nenhum desses poderia ser o meu clube. Esse lugar está reservado ao Sporting. Como clube de génios e iluminados.
Parece, contudo, que a iluminação tem-se desvanecido lá para os lados de Alvalade.

Eu não queria falar sobre isto no meu blog, mas vejo-me forçado a fazê-lo.

Acabam por ser apenas uns comentários e questões desgarradas que me estão entalados na garganta há já algum tempo e que, assim, poderei expelir (parece-me ser esta a melhor palavra).

Então, prossigamos:

Continuo sem perceber porque é que o Paulo Bento ainda é treinador do Sporting e, ainda pior, como é que os adeptos, tão exigentes, compactuam com a sua manutenção.

Eu não tenho nada pessoal contra o homem, mas há que reconhecer que ele não tem estofo para treinar o Sporting. E aquele cabelo é completamente horripilante. Já ia sendo tempo de porem o senhor a andar. Já se viu que aquilo não é nenhum segundo Mourinho e que, quando falta classe aos jogadores, a coisa começa a descambar.


E isto traz-nos à segunda questão: Que raio de dirigentes tem o Sporting que parecem ir contratar jogadores ao mercado dos ceguinhos e aleijadinhos? E que raio de treinador é aquele que os põe sistematicamente a jogar?

Parece-me evidente que o homem é pressionado a pô-los a jogar para justificar as aquisições, ou porque tem muitos lesionados (alô departamento médico e preparador físico!!!). Mas tudo tem limites…

Vejamos uns quantos:

Purovic: O Rei dos Matraquilhos. Este gigantone só marca golos de tabela, i.e., quando alguém remata contra ele e a bola entra, destrói a forma “corrida” de jogar do Sporting e chega sistematicamente atrasado ou adiantado às bolas ou, então, é apanhado em fora-de-jogo. Será que vale a pena continuar a insistir no homem. Só entenderia a insistência com o objectivo de o apanharem em vídeo a marcar um golo (sem querer, claro) e de o venderem para algum clube incauto ou com dirigentes incompetentes.

Izmailov: Até me parece que este não é mau de todo, mas são demais os jogos maus em contraposição com aqueles em que faz alguma coisa de jeito. Já não espero nada do russo que até era bastante promissor no princípio da época. E tenho que falar no tique ridículo do homem. É preciso ver para acreditar. É mau demais. Deve ser alvo da chacota dos adversários. Eu não conseguiria jogar com ele. Iria partir-me a rir sempre que olhasse para ele.

Mariam Hade: Quem é este gajo? Jogou o quê, uns dois ou três jogos!?! Se o vi duas vezes foi muito. Gostava de saber quanto é que custou ao Sporting.

Celsinho: Já temos brasileirada que chegue. Mas tão má como esta até deve ser difícil de arranjar.

E a lista infindável continua… (aqui não reproduzida por manifesta falta de espaço e paciência).

O que é difícil no Sporting actual é encontrar quem jogue e, efectivamente, se esforce.

Honra seja feita ao Moutinho e ao Vukcevic: os sacanas correm e lutam até à última mesmo todos partidos.

E há outros! Este Grimmi parece-me uma boa aquisição (empréstimo, na verdade! Será que o querem trocar pelo Purovic?).

Tenho, também, que falar no Farnerud. Gosto dele! Acho que tem um excelente toque de bola e põe a bola onde quer. É verdade que não tem confiança, mas também é assobiado sempre que toca na bola e só o põem a jogar em equipas remendadas. Podem gozar com o homem mas esse é dos poucos que eu acho que, tecnicamente, vale alguma coisa. De todo o modo, tem piada a t-shirt criada pela “Cão Azul”.

Assim sendo, a pergunta impõe-se, quem poderá chamar à razão os dirigentes do Sporting? Quem lhes poderá fazer ver que estão a dar cabo do clube, em conjunto com o totó do Paulo Bento?

Por estas e por outras é que deixei de ser sócio do Sporting. Estou cansado de ver a incompetência reinante no nosso país contagiar o meu clube.

Atenção, continuo e continuarei a apoiar incondicionalmente o Sporting, espírito que mantenho dos cada vez mais longínquos tempos da Juve e de uma cena de pancadaria entre sócios a que assisti quando era miúdo. Sei que mais tarde ou mais cedo vão correr com os administradores da SAD, com o Bento e com esses energúmenos que lá jogam actualmente, e aí serei, definitivamente, mais feliz.


Já decidi, vou fazer do Paulo Bento o meu novo pet hate. Só para me ir mantendo entretido.

Enfim, quem me dera que o Sporting fosse inglês ou espanhol!!!! A coisa seria bem diferente. E, se calhar, pensando bem, talvez eu também devesse ser inglês ou espanhol. Detesto-os a ambos mas ao menos seria poupado a ter que conviver com a estupidez lusa.

Thursday, February 21, 2008

GQ's Most Stylish Men



A GQ publicou, recentemente, uma lista dos 50 “most stylish men” dos últimos 50 anos.

Como todas as listas desta natureza deixa um pouco a desejar. Inclui muitos erros e deixa de fora ainda mais. Também temos que perceber que todas as escolhas acabam por ser mais ou menos pessoais, e, sendo assim, não podemos esperar que todos tenham o nosso bom gosto.

Deixo-vos uns quantos dos “escolhidos” (os melhores):

Marcello Mastroianni (European actor chic)

Sir Sean Connery (Bond essence)

J.F.K (Power, money, girls, brains...style)

Marlon Brando (Good boy gone bad)



Steve McQueen (The King of Cool)



Gianni "L'Avoccato" Agnelli (Timeles italian style)



Miles Davis (The Birth of Cool)



Paul Newman (effortless chic)



Cary Grant (most stylish man ever?)

Ives Saint Laurent (even with the crazy specs)



Agora, alguns dos que não estão mas deviam estar:
The Chairman of the Board



Bogie (ladiesman, man about town)



Gary Cooper (unbeatable)



James Dean (Rebel with a heart)



Fred Astaire (quintessential timeless preppy style)



Terrence Howard (King of the old school nu cool)


Tom Ford (visionnary)


Paul Weller (The Modfather)


Paul Bettany (merecia, nem que fosse só por estar casado com a Jennifer Connelly)


De todo o modo, há que louvar a iniciativa. Pode ser que a "malta" dos fatos com quatro botões e sapatos de biqueira quadrada e sola de plataforma vá aprendendo alguma coisa.


Monday, February 18, 2008

Dear Alex




Os Blur sempre foram uma das minhas bandas favoritas. Desde que ouvi o “There’s no Other Way” que percebi que estavam destinados a ser grandes, não, necessariamente, em termos comerciais, mas na qualidade da música que iriam produzir. E assim foi. Depois do “Leisure”, o “Modern Life is Rubbish” (Grande disco, esquecido por muitos!!!) e depois o “Parklife”. Este dispensa apresentações. Enfim, música inteligente para pessoas de bom gosto. Tudo o que veio depois não deixou a banda ficar nada mal no retrato, antes pelo contrário, e creio de daqui a uns 20 ou 30 anos vai haver miúdos a falar dos Blur. Pelo menos o meu falará de certeza. Foi o primeiro CD que lhe ofereci!

Mas este post não é dedicado à banda em si. Essa já foi mencionada neste blog e merece um post que lhe seja inteiramente dedicado e que faça jus à importância que assumiu na minha juventude.

Este post é dedicado ao baixista deste simpático ensemble: o inimitável Alex James. Foi sempre o meu favorito. Pelo estilo blasé, pelo corte de cabelo e pela sua imagem e atitude larger than life. Bebia muito, fumava muito, sexo com modelos não faltava e tocava muito pouco de baixo (embora tenha vindo a melhorar à medida que o tempo foi passando).

Mas o que mais me fascina nesta “personagem” é a reviravolta que deu a sua vida, em pouco mais de 3 anos. De popstar bêbado a agricultor foi um pequeno salto. Deverei ficar preocupado?

O timing deste post tem muito a ver com a autobiografia que este menino publicou o ano passado e que não consegui largar até terminar. E com isso veio a leitura assídua da sua coluna semanal no “The Independent”, dos seus vídeos para o site do “The Guardian” (os já famosos “Cheese Diaries”), até uma reportagem que vi ontem na SIC Notícias, “Alex James’ Cocaine Diaries”, gravada na Colômbia.

Mas, afinal, o que aconteceu?!?

Não tenho tempo, nem espaço para contar tudo, por isso restrinjo-me ao essencial. O senhor encontrou o amor da sua vida, percebeu que uma modelo por noite não o preenchia, percebeu que ressacar todas as manhãs era cansativo e casou-se. Depois teve 3 filhos, vendeu o avião, e comprou uma casa no campo por um milhão e meio de libras (nada de piadinhas foleiras com o “Country House”, embora seja ironicamente apropriado!) onde se dedicou à produção de queijo, à criação de gado e à jardinagem. Escreve assiduamente (parece que já tem um romance encomendado), junta-se para fazer umas músicas com os amigos (vide WigWam), espera pela reunião dos Blur (com ou sem Graham Coxon), dedica-se à sua família e ao seu queijo (dizem os entendidos que é até bastante bom). E pelo que percebi ontem, de vez em quando quer recuperar um pouco da adrenalina dos tempos de popstar e anda pelos campos de coca na Colômbia a arriscar levar com um balázio das FARC.

Será que é isto que me irá acontecer quando chegar aos 30? Teoricamente, deveria ficar aterrado!! Mas o que realmente me aterra é sentir que essa ideia não é assim tão descabida nem a colocar de parte, em completo choque. (Este post ainda me vai valer uma excomungação da seita yuppie!)

Afinal porque não? Uma vida mais descansada. Longe da estupidez humana. Longe do trânsito infernal, dos horários e das imposições. Com mais tempo para fazer o que me dá prazer. E quem disse que os agricultores não podem vestir fatos italianos! Porque não, pergunto eu!

Já não suporto discotecas. Já não se pode fumar nos bares. As melhores refeições que como são as cozinhadas por mim. Toda a cultura que preciso e me interessa está à distância de um clic no rato.

Sentir a falta de uma vida cosmopolita? Ah, ah, ah! Isso é para gajos que vivem em Nova Iorque. Lisboa está repleta de parolos e foleiros.

Pode ser que me engane, mas já começo a estar bastante perto dos 30 e sinto que mudanças virão. Nos tempos que correm, tudo evolui mais rapidamente. Nos anos noventa, apareceu (inventaram?) a mid-20’s crisis e os quarentões começaram a fugir das cidades. É provável que no Séc. XXI também este movimento de exôdo urbano, como tudo o resto, ande mais depressa e os 30’s sejam a idade ideal para fugir.

Filosofia à parte, vale a pena ler o livro. Eu vou seguir a carreira deste jovem agricultor/pai/jornalista/escritor/ex-popstar! E sabe-se lá onde é que irei parar…


ANTES:






DEPOIS:



Monday, February 04, 2008

Smoking Makes You Thin and Beautiful

O título do presente post é inspirado num anúncio de uma pequena bolsa de cigarros que imitava um maço de Marlboro e no qual se podia ler, em vez do já tradicional "Smoking Kills", a fantástica frase "Smoking makes you thin and beautiful". Sensacional! Nada mais acertado. Tenho que comprar uma coisa dessas.

Infelizmente, as SS anti-tabágicas (sim, estes fachos fazem as verdadeiras SS parecem um bando de meninos de coro) não se ficaram pelas mensagens pseudo-intimidatórias nos maços de tabaco. Agora em Portugal, e um pouco por todo o mundo dito "desenvolvido", conseguiram reconduzir a figura dos fumadores a parasitas da sociedade e a prisioneiros de campos de concentração. Se é certo que não nos juntam todos em Auschwitz, no Tourel ou no Campo Pequeno, obrigam-nos a ficar à porta dos cafés, dos centros comerciais, dos locais de trabalho, etc., etc. São uma espécie de micro-campos de concentração em que os seres inferiores são colocados para morrerem lentamente e sem ferir a susceptibilidade das pessoas saudáveis, esses homo sapiens ideais que não fumam, não bebem, comem coisas saudáveis e, na verdade, só nascem, reproduzem-se e morrem, a maior parte das vezes de uma qualquer condição que deveria afligir um dos parasitas que sempre fumou, bebeu e comeu o que lhe apeteceu. A ironia é tramada! "God moves in misterious ways"!

Na verdade, estou à espera que os governos da UE começem brevemente a aprovar legislação no sentido de obrigarem os seres inferiores (sim, esses mesmos, os fumadores) a usarem uma estrela amarela na lapela. Eu até a usaria com todo o gosto, desde que fosse a condizer com a gravata. Talvez uma caveira, assim parecíamos uns piratas com corte Saville Row o que dava um certo glamour à coisa.

Seja como for, somos escorraçados e perseguidos, olhados de lado e criticados. Eu não me importo muito com as críticas, até me dão um certo gozo. Sempre gostei de minorias. Maiorias são para os rebanhos, de vacas, cabras e ovelhas. E tantas que há por aí..., i.e., vacas, cabras e ovelhas. A maior parte em cargos de responsabilidade e poder. Um desses rebanhos é, precisamente, o dos fundamentalistas antitabagismo. Esses mentecaptos ordinários, burros e aldrabões. Eu gostaria de saber o que fariam estes senhores se deixasse de haver fumadores. Iriam para o desemprego e morreriam de pneumonia a dormir pelas ruas. Ou talvez se virassem para banir o alcool, e depois os fritos e depois o chocolate até comermos todos umas pastilhas de concentrados vitamínicos e bebermos água mineral.

Esta referência faz-me recordar uma cena do filme "Thank you for smoking". Pensada como um gag, mas que diz muito sobre o que move, na vida real, esta gentinha. Estamos, na verdade, perante fundamentalistas que esperam que mais pessoas morram de cancro do pulmão para justificarem os seus orçamentos e assegurarem os seus empregos. Psicólogos (isto é uma verdadeira profissão?), psiquiatras, políticos, etc.. Estão todos à espera que morram mais fumadores. Quantos mais morrerem melhor. E Deus os livre de acabarem com as tabaqueiras, pois, correm o risco de ir parar ao desemprego. Hipócritas é muito meigo para apelidar esta maralha.

Também li recentemente no Expresso um inspirado comentário de um dos melhores colunistas portugueses da actualidade, o João Pereira Coutinho. A propósito da nova proposta de lei, em discussão no Reino Unido, que determinaria que os fumadores seriam excluídos do SNS lá do sítio (o "NHS"), este ilustre colunista dizia que, assim sendo, porque hão de pagar impostos os fumadores. Se não têm as contrapartidas associadas à sua "humilde" contribuição, então podem mandar as Finanças àquela parte...

O cenário pode ser exagerado mas o princípio que se lhe encontra subjacente não merece reparo. E não vai ser só o Estado a sofrer deixando de arrecadar receitas através do imposto sobre o tabaco. A economia no seu todo vai ser penalizada. Eu, pela parte que me toca, vou deixar de ir a cafés e bares, prefiro beber em casa a fumar o meu cigarro ou charuto. Vou deixar de ir a restaurantes, prefiro ficar em casa a exercitar os meus dotes gastronómicos. Vou deixar de entrar em centros comerciais, tenho sempre o comércio de rua, a internet e o meu alfaiate nunca irá impedir que se fume na sua alfaiataria. Afinal são só vantagens. E assim não corro o risco de me cruzar com nenhum membro desta nova SS, o que é excelente porque sempre tive problemas em relacionar-me com macacos e nunca gostei de palhaços. E, assim, os incentivos para ir viver para a Argentina ainda são maiores. Enfim, parece que devo mesmo agradecer ao governo e à UE esta oportunidade que me estão a conceder!

Uma coisa é certa, não quero e não vou deixar de fumar. Se algum dia quiser será por minha exclusiva e inteira vontade e iniciativa, e se me chateiam muito, compro um monte no alentejo e encho aquilo de tabaco. Tudo para consumo pessoal. E se calhar, para me ir adiantando, arranjo para lá um alambique e asseguro o consumo de alcoól para as próximas (poucas, segundo os iluminados) décadas de vida que me restam.

Como é que alguém no seu perfeito juízo pode defender a manipulação dos desenhos do Morris para substituir o cigarro por uma palha na boca do Lucky Luke. É um sacrilégio! Que fume quem quiser fumar, o que, aliás, tão bem se compreende, pois além de ser muito, mas muito, bom, dá-nos o estilo destes senhores...





E agora, quem é que se atreve a dizer que fumar mata? Estão enganados, fumar torna-nos eternos, além de nos fazer ficar "THIN AND BEAUTIFUL" como profeticamente nos lembra aquela insignificante bolsa de cigarros!!!